26 de junho de 2015

Que o Perseguidor se torne o Perseguido.

elenycesantos.blogspot.com
As imagens são chocantes. Estão por todos os lados: das redes sociais aos noticiários da TV. Corpos decapitados, crianças queimadas, pessoas crucificadas, jovens abusadas sexualmente – vendidas como escravas e o tráfico de órgãos são apenas algumas cenas da realidade mais chocante e cruel que o mundo experimenta desde a II Guerra Mundial: a guerra civil da Síria.
Isto é terrível mas parece não ser suficiente para provocar uma escala de reações capazes de fazer cessar o horror. Na verdade, parece que o mundo (e o Brasil) assiste de camarote. Falando em Brasil, é interessante lembrar que há um tempo atrás, nossa presidenta afirmou que se deveria buscar o diálogo com “terroristas”. Sendo assim, fica claro que nosso governo, como muitos outros, continuará apático ao que acontece do outro lado do mundo.
A História está sendo marcada por mais um capítulo hediondo, contudo, nada há de novo debaixo do sol, nem mesmo o que está acontecendo na Síria, Iraque e outros países do Oriente.
Flagelos como estes e crimes contra a humanidade eram bem conhecidos na época da Igreja Primitiva. Na verdade, a primeira igreja conheceu barbáries muito similares ao que hoje vemos no Oriente. Pelo simples fato de serem cristãos, homens e mulheres eram arrastados, dilacerados por feras e decapitados em praça pública. Alguns chegaram até mesmo a morrer crucificados como o Mestre. Por fim, a história nos conta que tais práticas continuaram com o tempo, tornando-se ainda mais cruéis, por exemplo, na época das Cruzadas.
Saulo, de perseguidor a perseguido.
Quem era Saulo?
Paulo ou Saulo de Tarso, assim chamado por ter nascido na cidade de Tarso, na Cilícia (Turquia) entre os anos 5 e 10 dC. era filho de judeus, da tribo de Benjamin. Foi circuncidado ao oitavo dia e cresceu seguindo a tradição judaica.
“Circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; segundo a lei, fui fariseu” (Filipenses 3:5).
Nas suas Cartas podemos ver seu caráter. Às vezes um homem carinhoso (que ao escrever às comunidades comparava-se a uma mãe) e em outras situações, severo. Não abria mão das suas ideias e ameaçava com castigos.
Como judeu zeloso e seguidor da lei, era radical no seu desejo de combater as heresias. E assim, com a permissão das autoridades, Saulo tornou-se um grande perseguidor da Igreja de Cristo.
“E naquele dia levantou-se grande perseguição contra a Igreja em Jerusalém; e todos, exceto os apóstolos, foram dispersos pelas regiões da Judéia e Samaria”. “E Saulo assolava a igreja, entrando pelas casas; e, arrastando homens e mulheres, os encerrava na prisão”. (Atos 8.1,3)
No caminho de Damasco, numa estrada que levaria a capital da Síria, uma visão mudou sua vida totalmente. Saulo “viu” aquele a quem perseguia. E a partir daí tornou-se Paulo, o apóstolo de Cristo, o pensador, o teólogo e acima de tudo, o missionário que levou o Evangelho do Senhor a quase todo o mundo conhecido de então.
Sabemos que por amor ao Mestre, Paulo sofreu grandes dores (até a morte) sem nunca, contudo, deixar de amar e de pregar.
E é na vida do apóstolo que me inspiro para orar pelos soldados do Estado Islâmico e por todos os demais radicais que estão alimentando de sangue inocente as terras do Oriente.
Que o perseguidor se torne o perseguido.
No Oriente sabemos que o que tem causado a transformação no coração de muitos muçulmanos, é um encontro “sobrenatural” com o Senhor. Algo muito parecido com o que aconteceu com Paulo. Pessoalmente, ouvi muitas histórias semelhantes de refugiados tendo sonhos e visões e assim buscando conhecer mais daquele Homem que lhes falava com tanto amor. Na realidade, esta é quase a única esperança que tenho para este momento pelo qual passa o mundo e especialmente a Síria.
Que os perseguidores se tornem “perseguidos” é uma alusão a transformação pela qual passou o apóstolo. Se o Senhor transformou a vida de Saulo, aquele de coração tão duro, que tanto mal fazia aos cristãos de sua época, pode fazer o mesmo e até mais, pelos radicais, jihadistas, fanáticos e tantos outros que hoje tem se levantado para fazer tanto mal.
A verdade é que Deus ama todos os homens, até mesmo os soldados do Estado Islâmico, por mais incoerente que isto possa parecer.
Muitos estão se desiludindo com este sistema do mal, mas centenas de milhares ainda permanecem enganados. Por isso, precisamos continuar orando e orando de forma específica. Imagine o que pode acontecer se soldados cruéis se transformarem em agentes de amor. Deus já está fazendo isso. Ele é a nossa única esperança.
“Que o perseguidor se torne o perseguido” continuará sendo minha oração para o Oriente Médio. Ore comigo!

Por 

Raquel Elana, formada em Teologia, Pós Graduação em Jornalismo Político/ (Jornalista – MTb 15.280/MG) e Ministérios Criativos pelo IBIOL de Londres, é autora de 3 livros, entre eles: Anjos no Deserto - uma coletânea de testemunhos dos seus quase 10 anos de trabalho no Oriente Médio. Desde o ano passado está envolvida com o trabalho de atendimento aos refugiados da guerra civil da Síria. Veja este vídeo de divulgação para conhecer mais sobre nossas famílias e como desenvolvemos o serviço.

Brasil um país em crise moral, política e religiosa!

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Os tempos são difíceis no Brasil em vários aspectos (refiro-me a “tempos” porque nossos problemas nacionais emendam décadas e enlaçam gerações); existe a crônica e sistêmica dificuldade da corrupção política derivada de uma outra desvirtuação moral que também emana de mais uma adulteração imaterial (espiritual) – sim, e nesta última a constatação de que a alma do “povo brasileiro” está doente! Ficamos enfermos pois bebemos dos cálices das mentiras variadas e nos alimentaram dos banquetes de enganos e trapaças – por isso que o brasileiro é de alguma forma “corrupto”; nosso espírito geme no que parece um beco escuro e sem saída e nossa vida se esvai em meio a tanta desgraça social.
A última esperança é a “igreja de Jesus”, pois para esta as portas do inferno não prevalecerão; para ela a mentira não triunfa e o pecado em qualquer estágio e meio não é tolerado. Estamos numa “crise de verdade” e num cenário de inverdades onde se mente do “púlpito” ao parlamento; da polícia ao judiciário e da liderança comunitária a Presidência da República. É uma crise moral onde a retidão se extingue frente a intentos de ganância e poder onde tudo vale e se justifica. É uma crise de valores onde o relativo não permite convergirmos em quase nenhum acordo – todo mundo tem a sua verdade e sua isolada posição – e numa sociedade em que ninguém se entende a própria se destrói.
Também estamos em meio a uma crise de respeito e civilidade, há uma guerra entre “cristãos” (com destaque para alas evangélicas) e “gays” neste país, onde os primeiros através de alguns de seus líderes pelo discurso da defesa da família e dos bons costumes formam um cinturão de apelo político e usam do canhão das mídias evangélicas para mobilizarem o segmento a pressionarem os legisladores na aprovação de leis mais “teocráticas”; incitam a promoção de boicotes comerciais a empresas que “apoiam” o homossexualismo, fomentam discussões e desferem acusações ao ativismo gay. Essa “causa evangélica” deixa de ser cristã quando instiga ódio e arranca fobias interiorizadas em mentes fundamentadas na extrema e única opção de condenar pessoasO brasileiro têm liberdade se quiser ser gay ou lésbica e ponto. O cristão também tem o direito de continuar pregando o evangelho sem ofender as pessoas – apenas repetindo o que as Escrituras ensinam. Vale lembrar que a Palavra de Deus enquanto o indivíduo está vivo só condena o comportamento dele e não o próprio, de outra forma Deus jamais o chamaria ao arrependimento – não haveria sentido para tal.
Evangelho no sentido vernacular são boas novas de salvação – é isso que a igreja evangélica precisa se ocupar em fazer – quem convence é o Espírito Santo! Se nós temos a verdade e se o ativismo gay quer propor e impor inversões de papéis sociais através de um novo conceito de sexo e família – nosso comportamento precisa basear-se numa apologia fidedigna à Palavra de Deus em todos os sentidos – inclusive naquela de amar o próximo (gays, lésbicas, bissexuais e travestis); se quisermos dialogar com essa sociedade não evangélica onde não impera quase nada de valores bíblicos; teremos de ouvi-la, respeitá-la em seu direito de expressão e para os mais radicais de nosso meio o apelo não é menos radical – você terá que dar a face mesmo àqueles que aprovam demonstrações como a do transsexual que aludiu a Jesus crucificado sobre um trio elétrico em plena parada gay.
Voltando ao campo político e estendendo uma ponte de reflexão ao religioso, eu acredito que a presença de representantes cristãos na câmara dos deputados é necessária, como também representantes de outros segmentos sociais. Acredito que através da política é que conseguiremos fazer um país para e de todos, sob a ordem do respeito mútuo – ninguém obrigando ninguém a nada, quer por sentir-se injustiçado por ser minoria ou por achar-se absoluto pelo apoio da maioria. O Brasil não é uma “igreja” e menos uma “parada GLBT” e enquanto os enfrentamentos e xingamentos continuarem, mais distantes do entendimento ficaremos e os caudais generalizados de nossas crises só aumentarão.
"As opiniões ditas pelos colunistas são de inteira e única responsabilidade dos mesmos, as mesmas não representam a opinião do Gospel+ e demais colaboradores."

Por 

Silvio mora na belíssima cidade de Guarapari no ES; é administrador de empresas por profissão; estudou teologia no Seminário SEET e na Faculdade FAIFA. É membro do conselho editorial da revista Seara News. Contribui como colunista em outros portais evangélicos e é palestrante em escolas bíblicas realizadas em seu Estado. Escreve também para o seu blog Cristão Capixaba e é o editor responsável pelo portal Litoral Gospel.