14 de maio de 2012

Podemos Confiar na Bíblia?



Esta é uma época de questionamentos. As pessoas costumam duvidar e questionar tudo que seja antigo, tradicional, ou histórico. Sempre que falamos de Cristo, alguns dizem: "Você fica dizendo `Deus diz na Bíblia...`". Os homens escreveram a Bíblia, e eu não creio que ela seja a `Palavra de Deus`. Está cheia de erros e hoje não é confiável".

Por que eles não creem que a Bíblia é a Palavra de Deus? Eles creem que Deus existe? E se Ele existe, Ele pode falar à humanidade? E se Ele pode falar, como Ele se revelaria? Diretamente? Através dos homens? A Bíblia responde todas estas perguntas; e afirma que é a Palavra de Deus, a revelação de Deus aos homens.

A Bíblia Afirma que é a Palavra de Deus

As Escrituras declaram repetidas vezes, "Assim diz o Senhor". Em II Timóteo 3:16 diz, "Toda Escritura é inspirada por Deus, é útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra". Este versículo nos diz várias coisas sobre a Bíblia:

1. Inspirada por Deus

A palavra inspirada significa, literalmente, "vindo do fôlego de Deus". As escrituras vieram do fôlego de Deus. O versículo não diz que os escritores das Escrituras eram inspirados, mas diz que aquilo que escreveram era inspirado.

2. Proveitosa para Nós

As Escrituras merecem confiança. Você pode ficar certo que elas revelam a pessoa de Deus. Afirma que tem toda autoridade para nos treinar na justiça. Outro trecho bíblico mostra claramente a autoridade divina deste livro:

II Pedro 1:21, que diz: "...nunca jamais qualquer profecia foi dadda por vontade humana, entretanto homens [santos] falaram da parte de Deus movidos pelo Espírito Santo". Esses versículos de Paulo e de Pedro afirmam a origem divina das Escrituras.

3. A Bíblia Capaz de Defender Esta Afirmação?

Alguns dizem: "Você entende que a Bíblia pode ser aceita literalmente, nao é mesmo?" Bem, essa pergunta é traiçoeira. É como a pergunta, "Você já parou de espancar os seus filhos?" Qualquer que seja a resposta, você se torna culpado! Minha resposta depende da definição da palavra "literalmente". Eu entendo que a palavra "literalmente" implica numa leitura da Bíblia que procura entender as intenções claras do autor. Ele pode usar muitos símbolos, e figuras de linguagem, mas o sentido literal deve ser a sua intenção óbvia. Aceito, sim, a Bíblia literalmente, especialmente quando afirma ser a Palavra de Deus, porque quero entender tudo que o nosso grande Deus tem para me dizer. Se você duvidar de que a Bíblia é a Palavra de Deus, entao vamos colocar as Escrituras à prova.

4. Quais São os Testes de Precisão Histórica?

É a Bíblia um mito, comparável às obras literárias fictícias, ou tem embasamento na história? Esta pergunta surge porque a Bíblia foi vertida para muitas línguas e teve muitas traduções. Mesmo em nossos dias, a grande variedade de traduções modernas tendem a confundir a pessoa inexperiente, no que se refere à precisao da B¡blia. Muitos descrentes até consideram que a Bíblia contém tantos erros graves que, em nossos dias, já deixou de ser confiável. Mas a cada dia cristãos inspirados pelo Espírito Santo mostram que esta idéia simplesmente nao é verdadeira. Demonstram que a B¡blia é tão correta quanto qualquer livro de história. Mas para começar, como se comprova a confiabilidade de qualquer documento histórico? Os historiadores usam três testes para verificar a autenticidade de manuscritos antigos, diz C. Sanders na sua Introdução à Pesquisa na História Literária Inglêsa (Nova Iorque: MacMillan Co., 1952).

Estes testes são: o teste bibliográfico, o teste de evidência interna, e o teste de evidência externa. Veremos aqui apenas os documentos do Novo Testamento.

5. O Teste Bibliográfico

Como não temos as cópias originais de nenhum livro da Bíblia, até que ponto são verdadeiras as cópias das quais dispomos? Esta pergunta se responde por duas maneiras: pelo número de manuscritos e pelo intervalo de tempo entre o original e a cópia mais antiga hoje existente. Quando falamos com alguém, nao nos propomos a defender uma tese complexa, mas dar uma boa ilustração do nosso ponto de apoio. Se o seu amigo deseja informação mais detalhada, existe uma riqueza de literatura sobre este assunto. Vamos examinar o teste bibliográfico para verificar a confiabilidade do Novo Testamento e o seu testemunho do Jesus histórico. Existem hoje 13 mil cópias de certas partes do Novo Testamento. Existem 5 mil manuscritos na língua grega, contendo o Novo Testamento, em partes, ou mesmo na sua íntegra. O cálculo é de Bruce Metzger no seu livro Texto do Novo Testamento (Nova Iorque e Oxford: Oxford University Press, 1968). John Warwick Montgomery, historiador contemporâneo, diz no seu livro, A História e a Cristandade (Downer`s Grove, Illinois: InterVarsity Press, 1971), "O questionamento do texto final dos livros do Novo Testamento é o mesmo de permitir que todos os antigos clássicos fiquem no esquecimento, pois nenhum documento do período antigo foi tão bem comprovado bibliograficamente quanto o Novo Testamento". Agora, podemos encontrar uma ilustração para tal? Podemos, sim. Dr. F. F. Bruce, no seu notável livro, "Documentos do Novo Testamento", comparou o Novo Testamento com os escritos históricos da antiguidade:

Podemos melhor apreciar a abundante evidência da comprovação dos manuscritos do Novo Testamento se os compararmos aos textos de outras obras históricas. Para o documento Guerra Gálica, de César, escrito entre 58 e 50 antes de Cristo, existem apenas nove ou dez manuscritos bons. O mais antigo destes foi escrito 900 anos depois da morte do autor. Dos 142 livros da História Romana, de Livy (que viveu de 59 A.C. até 17 D.C.), apenas 35 existem hoje. Estes são baseados em 20 manuscritos, apenas um dos quais é datado do quarto século, os outros sendo fragmentos mais recentes. Dos 14 Livros das Histórias, de Tácitus (que viveu cerca de 100 anos antes de Cristo, apenas quatro e meio alcançaram os nossos dias. Dos 16 livros dos seus Anais, 10 sobrevivem na íntegra, e dois parcialmente. O texto destas porções existentes das suas duas grandes obras históricas depende inteiramente em dois manuscritos, um do nono século e outro do décimo-primeiro. A História de Tucydides (cerca de 460 a 400 A.C.) é conhecida hoje em dia através de oito manuscritos, o mais antigo datando de 900 anos depois de Cristo, e alguns fragmentos de papiro, do início da era cristã. O mesmo se aplica à História de Heródoto (cerca de 488 a 428 A.C.). Mas nenhum estudioso daria ouvidos ao argumento contra a autencidade de Heródoto ou Tucydides, pela data recente dos manuscritos disponíveis, ou seja, 1.300 anos depois dos originais.

Portanto, se o Novo Testamento não transmite a história de maneira correta e confiável, então não existe nada que possamos chamar de história da antiguidade! Este é apenas um dos testes, o bibliográfico.

Agora, você decide: A Bíblia justifica a alegação de que ela é a Palavra de Deus? Se for o caso, então constitui a mensagem de Deus de esperança e perdao para todos nós. Jesus Cristo deseja ser o teu Senhor e Salvador pessoal. Precisamos confiar nEle como Senhor da Vida.