5 de março de 2012

Harry Potter - O Oleiro Maldito






Em inglês potter é oleiro - Isaías 64:8

Harry Potter, é um fenômeno editorial mundial que possui como tema a saga de um menino feiticeiro, cujos pais foram mortos por um bruxo muito poderoso, e que mora numa casa onde é maltratado por todos.

Ele é apresentado como um simpático menino de óculos e com um raio estampado na testa. Vejam a seguir uma breve definição esotérica do que significa raio: "de longa data o raio é considerado um instrumento e arma divinos; e é o símbolo da atividade celeste, da ação transformadora do céu sobre a terra.

É o fogo que traz a destruição à terra, é em todas as culturas antigas, a expressão e o simbolismo da força sobrenatural. Na maioria das vezes é o deus do céu ou o rei dos deuses, que com o auxílio do machado ou do martelo destrói criaturas inimigas na terra ou castiga os seres humanos insubordinados.

Por causa da origem celeste, o raio também pode desempenhar o papel de símbolo da revelação sobrenatural". Como se pode ver, nada é ao acaso. Até o raio estampado na testa de Harry Potter, tem um forte simbolismo esotérico.

A temática de Harry Potter é profundamente mística e inteiramente comprometida com bruxaria, feitiçaria e esoterismo, e é apresentada como literatura mimetizada em contos pueris, quando na realidade é perversa e advinda do inferno.

Confesso que havia decidido não escrever sobre Harry Potter, porém uma reportagem na revista Veja edição 1671 ano 33 número 42 de 18 de outubro de 2000, me fez mudar de idéia. A reportagem O efeito Potter - Pequeno bruxo cativa os adultos e leva crianças a novos autores, me fez refletir sobre o assunto.

A reportagem traz informações preciosas, dentre elas que a Editora Rocco, que publica os títulos no Brasil, recebe cerca de 1 000 e-mails por mês sobre Harry Potter. Destes e-mails, cerca de 20% são de adultos que aguardam ansiosos pelos próximos números ou surpresos com a reação de seus filhos. Os demais e-mails são das próprias crianças, que já tendo lido os dois primeiros livros da série lançados em português, elogiam as publicações e pedem sugestões e dicas de livros parecidos.

São crianças pedindo sugestões de livros com o mesmo assunto de Harry Potter, ou seja: iniciando-se nas artes da bruxaria e da feitiçaria. Temos crianças, que em vez de estarem brincando ou aprendendo coisas sadias, estão mergulhando de cabeça em práticas místicas e profundamente comprometidas espiritualmente, sob o olhar complacente de pais e mães, a exemplo do que acontece com o halloween.

Pasmo absoluto!

Alguns críticos e defensores da série dizem que o seu conteúdo é meramente figurativo e que crianças e jovens devem ter um contato com a realidade espiritual, ainda que deturpada. Alguns educadores dizem que é a eterna luta do bem contra o mal, o espírito aventureiro; o bom humor e a ironia da narrativa são muito bem misturados. É compreensível que atraia leitores de diferentes idades, dizem sem sequer envergonharem-se. Um clérigo católico disse o seguinte da série: "O ocultismo é um detalhe irrelevante.

O que a série mais estimula não é a bruxaria, mas a coragem, a lealdade, a solidariedade, o desejo de sacrificar-se pelos outros, pondo em risco a própria vida - lições maravilhosas num mundo onde as pessoas estão cada vez mais autocentradas." Caberia até uma pergunta ao senhor vigário: o que ele faz com a bruxaria contida nos livros? Certamente vai passar por cima, ou ainda ignorar o perigo iminente. A mágica e o feitiço de Harry Potter é a de Merlim, o feiticeiro da távola redonda.

Ao utilizar o nome de potter ou oleiro, que sugere perícia, engenho, habilidade, quer se fazer pensar que tudo é uma mera coincidência com o nome. Goeebels, o ideólogo da propaganda nazista dizia que uma mentira repetida reiteradas vezes toma ares de verdade. A mentira aqui é fazer pensar que Harry, o oleiro de mentira, representado numa literatura malígna e perniciosa pode substituir Deus o Oleiro verdadeiro na vida da humanidade.

Viram, que não há nada casual?

A série de três livros atingiu a estrondosa marca de 30 milhões de exemplares vendidos no mundo todo. Uma milionária e estrondosa campanha de marketing fomenta a venda dos livros, que virarão filmes para crianças em 2001.

Segundo a imprensa americana, Harry Potter reativou uma antiga tradição: famílias inteiras se reúnem para ler as histórias do menino-bruxo em voz alta.

No Brasil, foram lançados dois títulos "Harry Potter e a Pedra Filosofal", e "Harry Potter e a Câmara Secreta", e há a previsão de que seja lançado o terceiro volume no mês de dezembro, a lista de reservas é enorme e extensa.

Poucos pais comprariam conscientemente para seus filhos manuais de feitiçaria e bruxaria, contudo os compram disfarçados de entretenimento.

Rapidamente vamos ver o que significa os dois títulos já lançados no Brasil:

Câmara secreta

Em todo ritual de iniciação apresenta-se uma prova, que é a passagem por uma câmara secreta; que pode ser um cubículo, um quarto fechado, etc, é sempre um lugar afastado de curiosos. Neste local o iniciado é aspergido com água lustral - para purificação - ou com o sangue de uma vítima sacrificada. O iniciado fica acordado ou dormindo para receber as revelações da divindade.

A câmara secreta simboliza o local da morte do velho homem e do nascimento do novo homem. Toda iniciação por mais natural que seja, comporta algo de secreto e de retirado.

Pedra filosofal

Na alquimia, é o produto final almejado após longos processos de transformação, na busca de transformar substâncias em por exemplo, elixir da vida. A doutrina alquimista é cunhada e forjada pela Gnose - ou conhecimento, assim, a verdadeira pedra filosofal é o ser humano espiritual, purificado e não influenciado pelo mundo material e que, de certa forma também enobrece e eleva seu entorno por meio da sua espiritualidade.

A autora da saga é a escocesa Joanne Kathleen Rowling - a J. K. Rowling, que de pobre e miserável financeiramente tornou-se milionária, tendo a sua fortuna pessoal estimada em US$ 50 milhões quando decidiu escrever sobre bruxarias e feitiçarias.

Quanto as nossas crianças brasileiras, têm sido indicadas a elas autores do quilate de J. R. R. Tolkien, especialista em sagas - contos literários, cujo gênero nasceu na Islândia, no século XII, logo difundido em outros países nórdicos. As sagas contam as histórias de guerreiros e de clãs que pouco a pouco incorporaram elementos místicos.

Tolkien escreveu a famosa trilogia O Senhor dos Anéis, cujo enredo é povoado por elfos (gênio aéreo da mitologia escandinava, que simboliza o ar, o fogo, a terra, etc.), e anões. Com a indicação os livros de Tolkien esgotaram-se nas livrarias brasileiras, o que fez com que a editora responsável prometesse colocar novas edições ainda no mês de novembro.

Outras indicações são os livros de Roald Dahl e C. S. Lewis, também de temática semelhante aos de Tolkien.

Recentemente filas se formaram para adquirir em primeira mão o novo exemplar do livro que traz as aventuras de Harry Potter and the Goblet of Fire - "Harry Potter e o cálice de fogo", quarta parte da série, que foi lançado batendo recordes: 3,8 milhões de exemplares chegaram as prateleiras americanas já no primeiro dia de vendas.

A imensa maioria das filas era composta por crianças ávidas pelo livro do seu "herói". A saga de Harry Potter terá um total de sete livros. Se fizermos as contas, veremos que foram vendidos cerca de 30 milhões de exemplares nas sete edições, possivelmente serão vendidos 70 milhões, o que tornará a autora mais rica ainda, a custa de feitiçaria e bruxaria.

Considerando as estatísticas de que em cada dez compradores dos livros de Harry Potter, oito são crianças, ao fim da série de sete livros, teremos cerca de 56 milhões de crianças no mundo todo lendo tais livros. Isso, se considerarmos somente um leitor por livro, e igualmente para as tiragens atuais.

A evidência e constatação são a de que cada vez mais crianças estão tomando contato com o ocultismo e misticismo, e será esta a geração que estará à mercê do dominador deste mundo. O que vemos é uma orquestração silenciosa que toma conta de tudo.

O enredo é pobre em conteúdo cultural, o enfoque é todo maniqueísta; recentemente alguns leitores mirins encontraram "furos" na história. Especialistas disseram que tudo não passou de uma jogada de marketing, o que vai fazer com que as próximas edições vendam muito mais.

Afinal quem não quer encontrar um "furo" em tão famoso livro? Os descobridores dos erros foram elevados à categoria de celebridades instantâneas, deram entrevistas e avistaram-se com a autora. Daí a insinuação de que tudo não passou de uma esperta jogada para vender mais e mais livros.

J. K. Rowling tem sido o instrumento nas mãos de Satanás que impiedosamente busca capturar as mentes das crianças. É o império das trevas estabelecendo o seu "território". De tudo isto resta a triste constatação de que o príncipe deste mundo não poupa nada na sua ânsia de dominar o mundo. O que veremos dentro de alguns anos é que estes que hoje brigam e se estapeiam nas filas das livrarias para comprar a literatura do inferno, é a geração que amanhã será profundamente incrédula e pervertida espiritualmente.

Enquanto muitos preocupam-se em criar mecanismos para salvar baleias, pandas ou outros animais em extinção, crianças e jovens são contaminados espiritualmente por literatura do tipo debatida neste artigo, sob o nosso olhar passivo e indiferente.

Uma grande e crucial questão nos atinge: ou tomamos uma posição definitiva e partimos para alertar nossa gente numa ação rápida, ou seremos engolidos por tudo o que provém do mal. Devemos utilizar todos os recursos disponíveis para evitar que esta (e outras) literaturas cheguem aos nossos filhos e crianças.

Lembro ainda da nossa responsabilidade de ensinar nossos filhos as verdadeiras histórias bíblicas e acerca da esperança redentora que nos move em direção ao céu - Provérbios 22:6.

O tempo é este!