12 de dezembro de 2011

As Questões da Falta de Perdão, da Amargura, da Culpa, etc.



A falta de perdão é um causa comum, se não a principal para a opressão demoníaca entre os cristãos. Mateus 18:34-35 diz que seremos entregues aos "atormentadores" se não perdoarmos em nossos corações. Muitas vezes não é a falta de vontade de perdoar, mas uma atitude passiva com relação às feridas infligidas pelos outros. Se não forem tratadas corretamente, as pequenas feridas podem se transformar em grandes problemas espirituais. A falta de perdão pode produzir enfermidades crônicas de todos os tipos, instabilidade emocional e incapacidade de progredir na vida espiritual. Os atormentadores permanecerão conosco até que perdoemos aqueles que são responsáveis e repreendamos os demônios. O demônio infrator permanecerá, embora sem direitos legais, a não ser que lhe ordenemos que se retire.
O perdão perfeito requer que o Espírito Santo traga à mente aquelas pessoas escondidas no nosso passado que nos feriram. Por meio da oração, Deus revelará as raízes de amargura e aqueles a quem precisamos perdoar. Um exame diligente no nosso passado deve ser feito para soltar as amarras legais que os demônios atormentadores podem ter tomado. Deus traz à lembrança aqueles que nos negligenciaram, nos rejeitaram e nos desapontaram. Aqueles que são mais próximos de nós normalmente têm o poder de nos ferir mais.
Precisamos perdoar verbalmente aqueles que nos feriram e dizer perdôo em nome de Jesus à medida que as pessoas forem lembradas. Não é necessário que sintamos camaradagem e afeição por aqueles que nos feriram, nem temos de concordar com suas ações. Perdoamos com nossa vontade, não com nossas emoções. Deus irá, no tempo apropriado, suprir a cura para as feridas do passado se declararmos o perdão. A culpa é um sintoma de amargura, ressentimento e da falta de perdão profundamente enraizadas e, freqüentemente, ocultas. Se você está conturbado com culpa ou vergonha persistente, verifique essas coisas ocultas em sua vida.
Uma área de grande acesso satânico é uma raiz de amargura. A amargura cresce por causa da rejeição. Ela se manifesta como ressentimento, isolamento, auto-ferimentos e falta de perdão. Uma raiz de amargura fará uma criança (e algumas vezes um adulto) pensar da seguinte forma: Embora eles não me amem, eu os farei sentirem-se tristes por mim, e então me darão alguma atenção. Eu me ferirei para que se sintam culpados por minha causa. Eu os punirei fazendo as coisas que menos querem que eu faça. Quando virem meu sofrimento, realmente se lamentarão. Eles não se preocupam se estou sofrendo e os odeio por isso. Outros obtêm simpatia quando sofrem, e eu não; portanto, tenho menos valor. Não sou reconhecido quando sou bem sucedido; de modo que vou fracassar. É culpa deles que eu esteja sofrendo. Deus não se preocupa com o fato de eu estar sofrendo. Se ele se preocupasse, faria parar; portanto, é culpa dele que eu esteja sofrendo, pois poderia fazer parar.
Os pensamentos que Satanás traz são, é claro, mais complexos dos que essas frases, mas esses são os argumentos mais básicos. A verdade é, Satanás é quem está causando a dor. Ele é quem encontrou uma brecha na família e está fazendo os membros se tratarem mal entre si. Deus compreende a nossa dor. Ele o ama e quer ajudá-lo, mas enquanto a raiz de amargura permanecer ele não intervirá para removê-la, porque fazer isso deixaria a causa da falta de perdão sem tratamento. Você precisa determinar e compreender a causa da amargura, se ela estiver presente, e lidar com ela por meio do perdão.
É muito importante que cada membro da família seja tratado com consideração para que a amargura não se infiltre. Todos precisam de reconhecimento e de aceitação. Tratar um membro de forma injusta abrirá a porta para a entrada de sentimentos de rejeição. A partir disso, pode surgir a amargura, rebelião e até idéias de auto-destruição. Satanás já fez muitas pessoas cometerem suicídio por causa de um espírito de amargura. Onde houver uma operação apropriada da autoridade, isso pode ser evitado.
O tratamento injusto e autocrático de uma criança pode trazer sentimentos severos de rejeição. A negligência séria de uma criança também resultará nesses mesmos sentimentos. Esses sentimentos normalmente estão enterrados na memória e pode levar um tempo considerável antes que a pessoa (criança ou adulto) chegue ao ponto de perdoar aqueles que estiveram envolvidos.
Algumas vezes, é necessário disciplinar uma criança. As Escrituras instruem o pai a manter a ordem na casa. Algumas vezes, a punição precisa ser praticada para preservar a ordem. A punição física deve ser o último recurso, e mesmo assim, certamente não deve ser tão severa ao ponto de causar ferimentos. Na maiorida dos casos, a perda de privilégios deve ser suficiente para chamar a atenção da criança. O medo nunca deve ser usado para fazer uma criança obedecer, pois pode ser traumático e abrir a porta para aflição espiritual. Por exemplo, uma criança que recebe o castigo de ser colocada em um quartinho escuro ou ficar presa dentro de um guarda-roupas pode vir a desenvolver claustrofobia no futuro.
Uma criança não deve ser disciplinada sem que a razão para suas ações seja compreendida. Muitas vezes, o problema decorre mais de um mal-entendido do que de um desvio de conduta. Se uma criança for (ou pensar que for) castigada injustamente, poderá vir a sentir ressentimentos.