11 de novembro de 2011

O PORQUÊ DOS 10%


"Todos os dízimos do campo, do fruto das árvores, são do Senhor: são santos ao Senhor" (Levíticos 27:30)

Para Deus, o mais importante não é a porcentagem; ele não está interessado no quanto damos, no valor da nossa contribuição e sim em como dizimamos, como chegamos até o altar.
Para Ele, ouro e barro é questão de nome e não de valor, pois Ele é o dono do ouro e da prata "Minha é a prata, meu é o ouro, diz o Senhor dos Exércitos." (Ageu 2:08). Mas, por uma questão de ordem, Ele estabeleceu essa porcentagem como princípio de obediência, de compromisso e de fidelidade. Da mesma forma como estabeleceu com Adão um limite de ação"... da árvore do conhecimento ... não comerás..." (Gênesis 2:17).
Interessante observarmos nessa passagem a questão dos limites que Deus apresenta ao homem.
O comer da árvore, pelo primeiro homem, resultou em desobediência e atraiu maldição sobre ele e sobre toda a terra. Adão viu a sua família se desestruturar em seus relacionamentos, chegando ao ponto de um irmão matar o outro "... disse Caim a Abel, seu irmão: Vamos ao campo. Estando eles no campo, sucedeu que se levantou Caim contra seu irmão e o matou." (Gênesis 4:08).
A razão de toda essa maldição e cujos frutos colhemos até hoje em nossas vidas foi resultante da não obediência de uma ordem dada por Deus a Adão: "... tomou pois o Senhor Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden ... e lhe deu esta ordem: de toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque no dia em que dela comeres certamente morrerás..." (Gênesis 2:15-17).
Deus queria dar a ele uma oportunidade, para que pudesse experimentar o que era ser livre, e, a partir daí adquirir auto confiança e obter a plena certeza de que Deus o tinha criado em total liberdade. Porém, mesmo orientado por Deus, que todas as tardes conversava com ele, cercando-o de todos os cuidados possíveis, Adão não soube valorizar o ensino, a palavra e as orientações de Deus: desobedeceu ao Senhor, caiu e arrastou toda a raça humana para o pecado. "... Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens porque todos pecaram." (Romanos 5:12).
Como podemos perceber, Deus não brinca com a sua palavra; ele vela por ela, e também não fica fazendo experiências com o homem, com a intenção de conhecer o coração e o seu caráter; isto ele conhece e muito bem, pois ele formou todo o homem.
Portanto quando estabelece princípios, ele sabe perfeitamente que se o homem quiser poderá alcançá-los, mas a ninguém força, pois concedeu ao homem a liberdade, que se expressa através do livre arbítrio, que é a capacidade que todos nós temos de arbitrar o nosso destino e procedimento e, o que é mais sério, o de pessoas que são influenciadas por nossa vida.
No livro do profeta Isaías, observamos esta posição de Deus em relação ao homem. Ele diz que o nossos caminhos não são os caminhos de Deus, e nem tampouco os nossos pensamentos. Existem dois caminhos e dois pensamentos: um é o de Deus, e Ele espera que andemos e pensemos segundo a sua visão. O outro é o do homem que parece o caminho da vida, mas no final leva à morte.
O caminho de Deus é a fidelidade e a obediência, e que, toda vez que o homem sair deste caminho está sujeito a ser atropelado pelo diabo. E para que isto não ocorra com os seus filhos é que Ele estabeleceu limites de ação, e entre eles o dízimo, e este, de nossa renda bruta.