2 de novembro de 2011

Ágape na Cristandade

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O ágape é um tema frequente na arte paleocristã, como neste exemplo das catacumbas de Roma.

O ágape recebeu um uso maior pelos escritores Cristãos mais antigos como a palavra que denotou especificamente o amor Cristão ou a caridade (I Coríntios 13:8), ou mesmo Deus ele mesmo (I João, 4:8, agape do ein de Theos do, Deus é amor).

O Novo Testamento fornece um número de definições e de exemplos de ágape que geralmente expandem os usados nos textos antigos, denotando o amor entre irmãos, o amor de um esposo com as crianças, e o amor de Deus para todos os povos.

O uso Cristão de ágape vem diretamente dos Evangelhos Canônicos. Quando perguntado qual era o maior mandamento, Jesus disse: "Amai (ágape) ao senhor vosso Deus com todo vosso coração e com toda vossa alma e com toda vossa mente”. Este é o primeiro e maior de todos os mandamentos. E o segundo é: "Amai (ágape) vosso próximo como a vós mesmos. Toda a lei e os Profetas residem nestes dois mandamentos". (Mateus 22: 37-41).

No Sermão da Montanha Jesus diz: "Ouvistes dizer: 'amarás (ágape) teu irmão e odiarás teu inimigo', mas eu vos digo: amai (ágape) vossos inimigos, fazei o bem aos que vos odeiam, e orai por aqueles que vos perseguem e maltratam, pois deste modo sereis filhos de vosso Pai nos céus, aquele que faz com que o sol se levante sobre o mau e sobre o bom, e faz chover sobre o justo e sobre o injusto. Se amais apenas aqueles que vos amam, que recompensa tereis?"

Os escritores Cristãos descreveram geralmente o ágape, como exposto por Jesus, como uma expressão do amor que é incondicional e voluntário, isto é, não discrimina, não tem nenhuma pré-condição, e é algo que se decide fazer voluntariamente. O Apóstolo Paulo descreve o amor como segue: "O amor (ágape) é paciente, o amor é amável. Sem inveja, ele não tem ostentação, ele não é orgulhoso. Não é rude, ele não é interessado, ele não se irrita facilmente, ele não mantém nenhum registro dos erros. O amor não se deleita com o mal mas rejubila com a verdade. Protege sempre, confia sempre, sempre tem esperança, sempre persevera. O amor nunca falha.” (I Coríntios, 13, 4:8).

O ágape foi explanado por muitos escritores Cristãos em um contexto especificamente Cristão. Thomas Jay Oord definiu o ágape como “uma resposta intencional para promover o bem-estar em resposta a quem gerou um mal-estar.”

"Na Franco-Maçonaria, Ágape representa a União dos Irmãos após ou antes das reuniões, o que confirma a ideia do amor fraternal existente entre eles."